Campanha da Renovigi mobiliza para o plantio de árvores

O ditado popular diz: “De grão em grão a galinha enche o papo”. Nesse caso, galinha não tem nada a ver com árvores, mas o significado da expressão é a essência de uma campanha realizada pela Renovigi. A ação, lançada no Dia da Árvore (21 de setembro) e que segue até o dia 21 deste mês de outubro, consiste na mobilização coletiva para o plantio de árvores.

Pensando na atual situação do país – que enfrenta uma devastação histórica na Amazônia e Pantanal, a Campanha Renoflorestamento busca uma verdadeira união de forças, conta com o apoio da comunidade e faz parte de uma cultura adotada pela empresa. Para maior adesão dos empresários credenciados, cada muda de árvore plantada resulta em RenoPoints, pontos que podem ser trocados por benefícios exclusivos  na plataforma RenoBusiness.

Essenciais para o equilíbrio da terra, as árvores são um dos maiores bens naturais de todo planeta, principalmente porque atuam na qualidade de vida de todos os seres. Incêndios florestais de grandes proporções resultam num enorme impacto ambiental, afetando principalmente o ecossistema, fauna e flora. Chapecó possui 4.951 hectares de mata atlântica que representa uma participação de 7,91%. Para se ter ideia em termos de quantidade, essa proporção equivale a mais de 6 mil vezes o tamanho de um campo de futebol.

“Cortar uma árvore significa que estamos ceifando a vida de um ser vivo. Além do valor paisagístico, realizam serviços ambientais, fornecem o bem mais precioso que possuem para as pessoas: o oxigênio. Assim como os seres humanos, as árvores nascem, crescem, reproduzem, envelhecem, podem adoecer e morrem. Por que não permitir que concluam o seu ciclo natural?”, enfatiza a Engenheira Florestal da Polícia Militar Ambiental de Chapecó, Soldado Karolyne Renata Andriollo.

INFLUÊNCIA DAS QUEIMADAS

A Mata Atlântica é a casa da maioria dos brasileiros. Nela vivem mais de 145 milhões de pessoas em 3.429 munícipios conforme dados do site Aqui Tem Mata. As florestas também são a morada de centenas de outras espécies, além de garantir água e ar limpos.

Sobre a influência das queimadas do Pantanal para nossa região, Andriollo destaca a influência direta no ciclo que envolve chuva, umidade e vento. “A geógrafa e pesquisadora Edna Lindaura Luiz destaca o clima de Santa Catarina diretamente ligado a umidade que vem da Floresta Amazônica. A evapotranspiração – perda de água – faz com que as árvores lancem na atmosfera grande quantidade de água, essa que irá carregar as nuvens e juntamente com o vento em movimento, gera os chamados ‘rios voadores’. Ao se moverem para a direção oeste encontram o paredão da Cordilheira dos Andes, sendo desviados. Parte dessa chuva ficará na Cordilheira e parte se dissipará em sentido a região Sul e Sudeste, trazendo a umidade para diversos estados, inclusive Santa Catarina,” explica.

Também observa que a devastação influencia diretamente na umidade dos Estados do Sul e Sudeste. Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), já foram registradas imagens de fumaça resultante destes incêndios há 1.000km e 2.000km de altitude nos Estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

SÍMBOLO ESTADUAL

A região Oeste está inserida no Bioma Mata atlântica e entre as espécies nativas encontradas estão  Pinheiro (Araucaria angustifolia), Cedro (Cedrela fissilis), Canelas (Ocotea sp.), Caroba (Jacaranda sp.), Cereja (Eugenia involucrata), Ipês (Tabebuia sp), Camboatã (Matayba elaeagnoides), Pitanga (Eugenia uniflora) e Angico (Parapiptadenia rigida). Conforme acrescenta Andriollo, além dessas espécies está a imbuia (Ocotea porosa), árvore símbolo de Santa Catarina decorrente de lei estadual. A espécie que mede entre 10 e 30 metros de altura, está na lista oficial da flora brasileira ameaçada de extinção. “Um dos exemplares dessa espécie foi derrubado ilegalmente em 2018, com aproximadamente 535 anos. Por isso a urgência em combater crimes contra a flora onde a comunidade tem o poder e dever de denunciar aos órgãos competentes, casos de desmatamento.”

Entre os métodos mais utilizados de estimativa de idade das árvores está a análise dos anéis de crescimento. Uma curiosidade interessante foi uma descoberta por pesquisadores da Universidade Umeå, na Suécia de uma espécie de pinheiro (Picea abies) com idade estimada de mais de 9.500 anos.

 

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